O que fazer com os canais 5 e 6 da televisão na era digital
Um ensaio sobre a ampliação da faixa de FM com a inclusão das frequências hoje
ocupadas pelos canais 5 e 6 de televisão e o uso desta nova faixa para, entre outras
aplicações, migrar as rádios AM, aplicado ao Estado de Santa Catarina.
Resumo
A faixa VHF destinada aos canais "baixos" da televisão, que são os canais de 2 a 6, ou, em termos de espectro de radiofrequência, a faixa de 54 a 88 MHz, ficará completamente desocupada em julho de 2016, quando termina a fase simulcast da migração para o sistema brasileiro de televisão digital (SBTVD).
O que pode ser feito com essa faixa? Neste misto de artigo, informe e estudo técnico é apresentada uma proposta de destinação da faixa de frequência ocupada atualmente pelos canais 5 e 6 de televisão (ou-melhor dizendo, de 76 a 88 MHz do Serviço de Radiofusão de Sons e Imagens) para "estender a faixa do rádio FM (Serviço de Radiofusão Sonora em Frequência Modulada, que hoje ocupa a faixa vizinha de 88 a 108 MHz). Além disso, para ocupar a nova Faixa Estendida de FM (eFM) é apresentada uma metodologia de migração para as rádios AM (especificamente as que operam na faixa de Onda Média), que há anos vêm perdendo espaço e sofrendo com os problemas técnicos devido a poluição espectral causada pelo aumento do ruído urbano.
Ao longo do trabalho são apresentados projetos semelhantes que estão sendo desenvolvindos em outros países como a faixa estendida EXB estadonidense e a recente aprovação da retransmissão de conteúdo das rádios OM em "FM Translators", e o projeto mexicano de migração das rádios AM, já em implantação, porém sem a extensão prévia da faixa de FM.

